Prefeito defende medidas que salvam vidas e a economia no município

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O caminho adotado pela administração municipal da Prefeitura do Rio Grande para enfrentar a pandemia provocada pelo novo coronavírus “está produzindo resultados positivos, ao contrário do que se verifica em outros municípios, inclusive no RS”, na avaliação do prefeito Alexandre Lindenmeyer. Em manifestação nessa segunda-feira (18), nas redes sociais, ele fez uma análise da situação local , comparou-a com resultados e medidas adotadas em todo o mundo e defendeu as ações implantadas, até agora, no município. Alexandre usou, inclusive, argumentos de membros da Organização Mundial da Saúde (OMS/ONU) e do FMI, que afirmam haver falsa polêmica entre salvar vidas e a economia. “Controlar a propagação do vírus é antes de tudo um pré-requisito para salvar as economias”, cita um documento assinado por OMS/ONU e FMI.

Para os dois órgãos internacionais, os governos centrais devem criar alternativas para que as populações e as empresas tenham condições de cumprir com o distanciamento social, “único meio eficaz, até o momento, de achatamento da curva de contaminação – o que protege a capacidade de suporte do sistema de saúde e salva vidas, principalmente dos mais pobres”, acredita o prefeito.

Em outro trecho da manifestação Alexandre Lindenmeyer afirma que existe um consenso planetário de que as ações devem ser coordenadas para proteção da vida e da economia, onde os governos centrais ocupam um papel determinante. De acordo com ele, os principais países desenvolvidos e emergentes estão combinando medidas de distanciamento social, qualificação da estrutura de atendimento na saúde e proteção da economia.

O papel dos governos federal e estadual

Ao se deparar com a situação no restante do Brasil, Alexandre questiona qual a coordenação do Governo Federal na área da Saúde e por que falta agilidade dessa esfera na promoção de medidas para proteger a economia. O prefeito lembra que Rio Grande está conectada com a economia nacional e internacional como poucas cidades gaúchas e, por isso, a atuação do Governo Federal nesta pandemia é uma importante e necessária variável para uma análise séria.

Porém, sobre este tema e o papel do Governo do Estado, que “não se resume a um plano de monitoramento, mas ações preventivas de fortalecimento dos municípios que são referência regional no atendimento de saúde, como Rio Grande, os críticos silenciam”, reclama Alexandre. Para ele, esta fase preparatória ao agravamento da pandemia requer aquisições de equipamentos, distribuição de EPIs e a abertura de novos leitos. O prefeito rio-grandino defende que o Governo do Estado tem obrigações nesta pandemia que transcendem ao monitoramento por bandeiras e indicadores.

Mais investimentos em Saúde

Alexandre tem requerido mais investimentos para o município na área da Saúde oriundos das esferas estadual e federal. Ele frisa que, ainda que a responsabilidade pela Alta e Média Complexidade em Saúde seja da União e do Estado, a Prefeitura do Rio Grande repassa, ao ano, R$ 7,2 milhões para a Santa Casa e R$ 1,8 milhão para o Hospital Universitário. Conforme o prefeito, o Estado e a União correspondem, somados, a 92% da arrecadação direta de tributos e, portanto, “possuem os meios e a obrigação de fortalecer as estruturas de Saúde das cidades-referência”. Municípios como Rio Grande têm arcado com a responsabilidade sobre a Atenção Básica em Saúde.

Flexibilizações com cautela

Diante deste cenário estadual e nacional, “Rio Grande tem adotado uma postura cautelosa, pois vidas estão em jogo”, disse o prefeito. Lembrou que flexibilizações têm ocorrido de forma gradual no município, sempre considerando orientações da OMS, do Ministério da Saúde e do Comitê Técnico Municipal em Saúde. O prefeito adianta que as liberações das atividades econômicas continuarão sendo analisadas pelo Executivo Municipal, “considerando a opinião da ciência e dos profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia”.

Alexandre destacou que, em Rio Grande, há inúmeras atividades econômicas funcionando, equivalente a 80% do PIB rio-grandino. Nos últimos decretos, o Executivo autorizou o funcionamento da construção civil e dos estabelecimentos até 75m2. “Isso significa um acréscimo de pessoas circulando no município e no transporte público.” Novas liberações vão estudadas com base nos efeitos produzidos pelas últimas medidas. Dessa forma, o prefeito justifica que está “operando em limites estreitos, justamente pela ausência de apoio material por parte do Governo Federal e do Estado”.

Elogio à população

O prefeito tem elogiado a compreensão da população rio-grandina que se mantém em casa e acata os apelos da administração. Alexandre afirma que o que se quer é exatamente não prejudicar a população e a economia em caso de descontrole da pandemia, como tem ocorrido em outras localidades brasileiras, e “a permanência da população em casa e seu engajamento consciente permitiram que setores econômicos pudessem ser liberados gradativamente no Rio Grande”.

Para quem questiona a administração municipal sobre o que se conquistou até agora com o isolamento social no Rio Grande, o prefeito responde: “primeiro, vidas estão sendo poupadas”. Em segundo, cita “a possibilidade da liberação gradativa de atividades econômicas, sem o risco de lockdown”. Alexandre se mantém firme na posição de continuar protegendo vidas para afastar as perdas econômicas de um lockdown. “É o que estamos fazendo”, finalizou.