Também conhecidas como maranduvás, taturanas, lagarta-de-fogo, entre outros, as lagartas urticantes são insetos na forma imatura, que se transformam em borboletas (hábitos diurnos) ou mariposas (hábitos noturnos).
As mariposas e borboletas colocam os ovos dos quais saem as lagartas que normalmente se alimentam de folhas de árvores frutíferas. Depois desta fase em que se alimentam, tecem o casulo (crisálida), ficando em estado latente, sem se alimentar, até passar para o próximo estágio em que o inseto torna-se adulto (borboleta ou mariposa) e sai da crisálida, tornando-se livre.
Nem todas as lagartas oferecem risco para a saúde. Algumas possuem cerdas pontiagudas que contém veneno e que em contato com a pele provocam manifestações do tipo dermatológico, como dor local intensa, edema, eritema e prurido local. Normalmente tem evolução benigna, com exceção os acidentes por Lonomia, que pode desencadear a síndrome hemorrágica. No Município não se tem registro da presença da Lonomia, até o momento.
A incidência maior de acidentes com estes insetos deve-se ao desmatamento, queimadas, extermínio de predadores naturais, loteamentos sem planejamento e sem avaliação do impacto ecológico, o que obriga estas espécies a procurarem por outros ambientes para sobreviverem, onde se dá o contato com o homem. Os acidentes geralmente acontecem com pessoas que manuseiam galhos, troncos e folhagens.
MEDIDAS PREVENTIVAS
Ao colher frutas, apoiar-se ou recostar-se em árvores ou plantas, observar se não existe lagartas no local, pois se pode pressionar alguma e ocasionar o acidente;
Evite o contato com lagartas, olhando atentamente para as folhas ou troncos de árvores;
Evitar a presença de crianças próxima a árvores ou plantas que contenham lagartas, até iniciar-se a fase de crisálida (pupa);
Se houver contato com a lagarta, lavar a área atingida com água fria ou gelada e procurar o Posto de Saúde mais próximo.
Se possível, capturar o animal, preferencialmente vivo, e levar para identificação no local do atendimento;
Não aplicar álcool ou qualquer substância sem orientação médica.
CONTROLE DE INFESTAÇÃO
O uso de inseticidas é contra-indicado para controle das lagartas, pois o produto não é seletivo, eliminando outras formas de vida, inclusive seus predadores.
Nos locais onde se pode fazer a catação manual é a medida mais indicada. Sempre utilizando luvas e mangas compridas para proteção. Após a catação, eliminá-las.
GÊNERO HYLESIA (Ainda não encontrada no Município)
De acordo com o Programa Estadual de Vigilância dos Acidentes por Animais Peçonhentos, desde outubro de 2010, o núcleo de toxinas do CIT/RS vem recebendo, para identificação, um número significativo de lagartas do gênero Hylesia. Importante salientar que esta espécie provoca acidentes na fase larval (lagarta) e na fase adulta (mariposa), tem hábitos crepusculares (final da tarde), habitam matas ou locais com grande cobertura vegetal e são atraídas pela luz.
Os acidentes com os animais adultos ocorrem no final do verão e início do outono.
O quadro clínico, após contato com as cerdas das mariposas, inicia-se com prurido intenso nas primeiras 24 horas podendo evoluir para bolhas ou flictenas locais, podendo este quadro persistir por até 14 dias.
Como medidas de prevenção, a população exposta deve manter portas e janelas fechadas ou protegidas com telas, limpar mesas e utensílios localizados abaixo de lâmpadas acesas com pano úmido e com as mãos protegidas com luvas. Também as roupas de cama devem ser colocadas em armários fechados e manipuladas com cuidado e as roupas colocadas ou mudadas na hora de deitar.
TELEFONE ÚTEIS
Para mais informações e/ou dúvidas, os telefones são os seguintes:
Fatores Biológicos de Risco/Vigilância Ambiental em Saúde/SMS - (53) 3233-7289
Endereço: Amirante Barroso, 166. Centro;
Centro de Informação Toxicológica (CIT) - Rio Grande do Sul - 0800-721-3000
20.01.12
