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JUL

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Metalúrgicos que estiveram no Rio foram recebidos com festa em Rio Grande


O Executivo Municipal recepcionou a caravana formada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande (STIMMMERG) com mais de 200 trabalhadores empregados e desempregados do Polo Naval, que foi ao Rio de Janeiro pressionar para que a construção das plataformas P-75 e P-77 fosse confirmada no estaleiro da QGI, foi recebida com festa na manhã deste sábado, 4.

O resultado positivo da viagem, com a confirmação das encomendas para Rio Grande, deu um novo ânimo à população e, prova disso, foi a carreata realizada desde o pedágio do Capão Seco, já no município mas a cerca de 55km da zona urbana. Funcionários do STIMMMERG, metalúrgicos e representantes de outras categorias de trabalhadores já estavam no local desde as primeiras horas da manhã. A caravana formada por cinco ônibus, que saiu de Rio Grande nesta última terça-feira, 30, atravessou a ponte do canal São Gonçalo, que faz divisa com Pelotas, por volta de 9h. Do pedágio, ela foi acompanhada até a cidade por motocicletas, caminhões e automóveis. Durante todo o trajeto, os trabalhadores eram saudados por populares atraídos pelo foguetório e à medida que se aproximavam da cidade a carreata ia aumentando com novas adesões.

Comemoração na QGI

Inicialmente, a carreata passou no estaleiro QGI, situado numa extremidade do Porto Novo, onde foi realizada uma grande festa. Já passava das 10h. O presidente do STIMMMERG, Benito Gonçalves, lembrou dos sete dias que passou amarrado frente ao estaleiro como forma de pressionar a Petrobras para que as plataformas fossem confirmadas para Rio Grande e, num ato simbólico, desfez-se das cordas jogando-as para o alto, já que elas não serão mais necessárias daqui para a frente. Os trabalhadores festejaram muito a conquista e, juntos, cantaram o Hino Rio-Grandense, a exemplo do que foi feito frente a sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.

Momento histórico”

Ao usar da palavra, o prefeito Alexandre Lindenmeyer salientou a luta dos metalúrgicos. Para ele, “a vitória foi uma conquista dos trabalhadores”. O Chefe do Executivo contou de seu temor, quando foi permitida na reunião da Petrobras a entrada de apenas cinco trabalhadores. “Cheguei a pensar que se fosse para darem uma notícia boa não teria que haver essa limitação, mas foi uma grata surpresa quando o diretor de Engenharia da empresa, Roberto Moro, comunicou que as partes apertaram as mãos. Todo mundo se emocionou. Foi um momento histórico e, como diz o Hino Rio-Grandense, que as nossas façanhas sirvam de modelo a toda a terra”.

No centro da cidade

Da QGI a carreata dirigiu-se para o centro da cidade passando pelas avenidas Honório Bicalho, D. Pedro II e Silva Paes. No trajeto até a Prefeitura, a carreata contornou a praça Tamandaré, seguiu pela 24 de Maio, Francisco Campello e General Netto até a Prefeitura. No caminho, prosseguiam as manifestações de apoio aos trabalhadores.

Um pequeno palanque foi montado frente à Prefeitura e a saudação inicial coube a Dóris Nogueira, representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinterg), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Intersindical.

Benito: “Os trabalhadores acreditaram que era possível”

Convidado a falar frente à Prefeitura, o presidente Benito Gonçalves lembrou das dificuldades dos últimos 15 dias, quando ele esteve amarrado frente à QGI por sete dias e em seguida na viagem de ida e volta ao Rio de Janeiro. “Foram oito noites sem dormir, mas vi no Rio de Janeiro um grande número de trabalhadores, companheiros acreditando que era possível. Neste país, nós trabalhadores temos vivido sempre em guerra, que é formada por várias batalhas. Nelas, a gente perde e ganha. Nós estamos sempre dispostos a lutar e no dia em que o sindicato não representar sua categoria, troquem a direção”, disse ele.

Gonçalves pediu desculpas à presidente Dilma Rousseff por não ter acreditado em sua promessa: “A presidente me disse em duas ocasiões que as plataformas não iriam sair daqui e não saíram”.

O sindicalista aproveitou o momento para também desabafar: “Tem político mentindo que nossa caravana era formada por gente comprada. Comprada com o quê? Com ônibus e café? Tinha desempregado, não gente paga e quem pagou a viagem foram eles com a contribuição sindical. Implorei a cada vereador, a cada partido para lutarem conosco, irem com a gente e não foram. Alguns ainda tem a coragem de terem comparecido a uma única reunião e postarem foto na internet como se estivessem ao nosso lado. Mas todas essas intrigas serviram para nos incentivar a continuar na luta. Foi o combustível que precisávamos. Se quiserem, podem ser os pais da criança. Só fizemos nossa parte, o que tínhamos de fazer”.

No final, Benito Gonçalves destacou a atuação de Alexandre Lindenmeyer. “Para nós, não é apenas o prefeito de Rio Grande, mas nosso amigo, que esteve sempre ao nosso lado e compareceu a todas as reuniões. Ele foi fundamental para a confirmação da construção das plataformas aqui e só temos a agradecer”.

Redigido por: Ique de la Rocha


Fotos da Notícia


  •  - Crédito: Ique de la Rocha

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