Na busca da visibilidade do movimento LGBTT o Executivo Municipal, em conjunto com órgãos e movimentos sociais, realizará no dia 15 de fevereiro a I Conferência Municipal de Enfrentamento à Violência e de Promoção da Cidadania LGBTT. Com o tema “Políticas Públicas para a Promoção da Cidadania LGBTT – Construindo o Plano Municipal”, a Conferência irá acontecer no Salão Nobre da Prefeitura Municipal, com início às 8h30 e termino às 19h30.
Para realizar a I Conferência estão unidos pela causa o Executivo Municipal, representado Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros do Rio Grande (ALGBT), o Coletivo Camaleão, o Laboratório de Pesquisas Nós do Sul, o Coletivo Macanudos, o Movimento Kizomba e o Centro de Referência em Direitos Humanos da FURG.
Entre os eixos do evento está a elaboração do Plano Municipal de Políticas LGBTT de Rio Grande, a divulgação da legislação que ampara esta população a fim de exigir sua aplicação, o reforço da luta para conquistar e ampliar a cidadania LGBTT, além da ênfase na necessidade da criação de políticas públicas que a Conferência representa. “É compromisso nosso melhorar o espaço para essa comunidade”, afirma a coordenadora da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, Maria de Lourdes Lose. Na Conferência também serão decididos os delegados que participarão da III Conferência Nacional, em 25 a 27 de abril de 2016.
A construção de políticas públicas voltadas ao fim do preconceito é um dos focos do Executivo, principalmente após a carta entregue pela comunidade LGBT ao prefeito Alexandre Lindenmeyer, onde o grupo demonstrou algumas necessidades enfrentadas. Para atender as demandas como maior visibilidade, melhorias na saúde e educação, enfrentamento a violência e qualificação para o mercado de trabalho, algumas ações estão sendo idealizadas como ocorreu no Março Lilás de 2015. De acordo com Maria, no mês voltado às mulheres riograndinas, diversas atividades visaram às mulheres do movimento LGBT com pouca visibilidade: lésbicas, bissexuais e transexuais.
Ainda segundo Maria, as ações não param por ai. Em conjunto com seguimentos importantes na criação da cidadania, como a educação, o Executivo está na busca da ampliação do debate. “Não se rompe o preconceito de uma hora para outra, precisamos pautar os temas de forma transparente para construir uma sociedade que respeite”, salienta.
Confira a programação:
8h30: credenciamento
9h: abertura
9h30: leitura e aprovação do regimento
10h: mesa de contextualização
12h – 13h30: intervalo para almoço
13h30 – 16h30: grupo de trabalho
16h30 – 18h30: plenária final
18h30 – 19h30: atividade cultural com a Acadêmia Freedom
Redigido por: Débora Klein