{"id":17291,"date":"2016-03-18T13:46:57","date_gmt":"2016-03-18T16:46:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/smed\/?p=17291"},"modified":"2016-03-18T13:47:35","modified_gmt":"2016-03-18T16:47:35","slug":"de-amelia-a-anna-julia-projeto-trabalha-a-presenca-da-mulher-na-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/smed\/?p=17291","title":{"rendered":"DE AM\u00c9LIA A ANNA J\u00daLIA: PROJETO TRABALHA A PRESEN\u00c7A DA MULHER NA M\u00daSICA"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_17292\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17292\" class=\"size-full wp-image-17292\" src=\"http:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/smed\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/20160318-agora1.jpg\" alt=\"Foto: F\u00e1bio Dutra\/JA\" width=\"360\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/smed\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/20160318-agora1.jpg 360w, https:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/smed\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/20160318-agora1-276x207.jpg 276w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><p id=\"caption-attachment-17292\" class=\"wp-caption-text\">Foto: F\u00e1bio Dutra\/JA<\/p><\/div>\n<p>Fonte: <strong><a href=\"http:\/\/jornalagora.com.br\/site\/content\/noticias\/detalhe.php?e=3&amp;n=83738\" target=\"_blank\">www.jornalagora.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<h2>Analisando diversas m\u00fasicas, alunos da escola Helena Small debatem sobre o papel que a mulher ocupou em diferentes \u00e9pocas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um projeto muito criativo e musical tem colocado em foco a discuss\u00e3o sobre a diferen\u00e7a do papel das mulheres com o passar das d\u00e9cadas. Realizado pela professora Rita Perez Germano com os alunos do 7\u00ba ano, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Helena Small, o projeto teve diferentes etapas com diversos objetivos, tais como: perceber como a mulher est\u00e1 sendo retratada nas letras das m\u00fasicas e analisar o contexto hist\u00f3rico e cultural da \u00e9poca.<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a professora, a ideia de trazer a m\u00fasica para a sala de aula vem ao encontro de que ela \u00e9 parte do estudante.<strong> \u201cEle \u00e9 cor, movimento, som, ritmo, ou seja, est\u00e3o inscritos nele todos os aparatos culturais que circulam em nossa sociedade polif\u00f4nica. E, enquanto professora de L\u00edngua Portuguesa, n\u00e3o posso restringir a t\u00e3o ampla dimens\u00e3o, a que estamos submetidos culturalmente, apenas a textos verbais, enquanto outros textos est\u00e3o no ar\u201d<\/strong>, explicou Rita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o foco nas m\u00fasicas com nomes de mulheres, a professora disse:<strong> \u201cDecidi por trazer a m\u00fasica \u00e0 minha sala de aula e unir esta linguagem \u00e0 tem\u00e1tica de g\u00eanero, tentando, assim, uma melhor compreens\u00e3o dos pap\u00e9is destinados ao g\u00eanero feminino, em um espa\u00e7o de tempo de aproximadamente sessenta anos\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rita disse tamb\u00e9m acreditar que as m\u00fasicas s\u00e3o obras est\u00e9ticas, capazes de expressar sentimentos dos seus criadores, revelando, assim, suas experi\u00eancias e viv\u00eancias. E ao aluno coube analisar o papel das mulheres retratadas na m\u00fasica e seu contexto social:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <strong>A partir da m\u00fasica, as discuss\u00f5es ganharam um contexto hist\u00f3rico, expressando a compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o do jovem com o mundo e, acima de tudo, a sua capacidade de interpreta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do contexto hist\u00f3rico, social e cultural de diferentes \u00e9pocas e contextos hist\u00f3ricos <\/strong>\u2013 disse Rita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O projeto: Am\u00e9lia, Natasha, Anna J\u00falia e outras mulherices da m\u00fasica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como primeira a\u00e7\u00e3o do projeto, a professora solicitou aos estudantes que trouxessem m\u00fasicas com nomes pr\u00f3prios de mulheres, buscando sempre o seu contexto hist\u00f3rico e situacional. Ap\u00f3s a escolha das m\u00fasicas, o projeto continuou com outras etapas: os alunos tiveram que utilizar a percep\u00e7\u00e3o, para ver realmente como a mulher est\u00e1 sendo mostrada, analisaram o contexto hist\u00f3rico e cultural da \u00e9poca, procuraram os sentidos impl\u00edcitos nas letras, dialogaram acerca das tem\u00e1ticas e produziram textos verbais e n\u00e3o verbais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre os textos verbais e n\u00e3o verbais constru\u00eddos, a professora conta que pediu tarefas como: escrever uma narrativa, contando como est\u00e1 \u201cNatasha\u201d nos dias atuais; escrever uma carta, dando conselhos de esperan\u00e7a \u00e0 \u201cJana\u00edna\u201d; realizar campanha, em texto misto, contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica sofrida por \u201cCamila\u201d; pesquisar e expor como era o biqu\u00edni de \u201cAna Maria\u201d e como s\u00e3o os biqu\u00ednis hoje; escrever uma poesia de \u201cJoana\u201d, respondendo \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es de Ana Carolina; criar uma hist\u00f3ria em quadrinhos, dando um novo rumo \u00e0 vida de \u201cClarisse\u201d; e tra\u00e7ar um paralelo entre \u201cAm\u00e9lia\u201d e \u201cMaria\u201d, construindo um par\u00e1grafo dissertativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o encerramento do projeto, que aconteceu na manh\u00e3 de ontem (17), n\u00e3o poderia ser diferente: os alunos puderam conferir um pocket show do m\u00fasico Maur\u00edcio Terra, que interpretou todas as m\u00fasicas que os alunos trouxeram para sala de aula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Esse foi um espa\u00e7o de intera\u00e7\u00e3o e descontra\u00e7\u00e3o entre todos os protagonistas do projeto e, ao mesmo tempo, de reflex\u00e3o \u2013 enfatizou Rita, sobre o pocket show que encerrou o projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alunos:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda tem machismo, sim! <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcela Farias, de apenas 12 anos, deu uma aula sobre igualdade entre os sexos e contou o quanto adorou o projeto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <strong>Conseguimos ver grandes mulheres atrav\u00e9s dessas m\u00fasicas, algumas mais tristes, outras que falam de amor, mas, em todas, conseguimos refletir sobre o poder das mulheres. [\u2026] o projeto foi muito importante, porque fez com que os meninos tamb\u00e9m parassem pra refletir sobre a import\u00e2ncia de respeitar as mulheres<\/strong> \u2013 disse Marcela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, quando perguntada se existia machismo dentro do ambiente escolar, Marcela concordou e disse:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <strong>Eles t\u00eam que aprender a cultura da mulher, crescer e virar homem de verdade. Todos devem aprender que ningu\u00e9m \u00e9 melhor que ningu\u00e9m, antes, o homem achava que podia mandar na mulher e dominar a mulher. Mas isso era antigamente, agora, o tempo mudou, n\u00f3s [mulheres] estamos atr\u00e1s de igualdade! <\/strong>\u2013 explicou a estudante de apenas 12 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estudante Yasmin Moura contou que o projeto foi bom para refletir sobre o real valor das mulheres:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <strong>Foi um trabalho muito bom, pra todos aprenderem a valorizar a mulher, tem muita mulher que faz tudo, trabalha, limpa a casa e, muitas vezes, faz papel de m\u00e3e e pai dos filhos<\/strong> \u2013 explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a aceita\u00e7\u00e3o do projeto por parte dos colegas homens, Yasmin disse: <strong>\u201cFoi \u00f3timo, mesmo nessa idade, tem muitos machistas, e o projeto fez com que eles pensassem sobre a mulher\u201d<\/strong>. A simp\u00e1tica menina ainda concluiu dizendo que adora projetos criativos como esse: <strong>\u201c\u00c9 muito legal quando o professor faz algo diferente, ano passado fizemos um livro, \u00e9 muito bom estudar desse jeito\u201d<\/strong>, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudante Roger Chaves, de 12 anos, aprovou o projeto e, apesar de achar que existe, sim, machista, n\u00e3o se considera um:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013<strong> Eu achei muito legal, porque \u00e9 legal falar das mulheres, \u00e9 como uma homenagem. Vimos m\u00fasicas que falavam bem, falavam mal, algumas machistas, e foi muito importante debater sobre isso. A metade das m\u00fasicas que analisamos eram machistas, isso \u00e9 muito alto<\/strong> \u2013 reflete Roger.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eduardo Pontes, de 13 anos, disse que o projeto foi \u00fatil para refletir sobre o olhar das pessoas sobre as mulheres. <strong>\u201cA gente pode ver o jeito do outro olhar para a mulher, antes, bater numa mulher n\u00e3o era crime, o mundo era muito machista e, aos poucos, est\u00e1 melhorando. Com o projeto, vimos que esse assunto \u00e9 muito s\u00e9rio e que n\u00e3o \u00e9 brincadeira, temos que parar para pensar\u201d<\/strong>, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Emily Camargo, de 12 anos, contou que dentro da pr\u00f3pria sala de aula existem colegas machistas.<strong> \u201cA gente aprendeu que ter que debater sobre esse assunto, n\u00e3o \u00e9 legal continuar do jeito que est\u00e1. Aqui mesmo, dentro da sala, tem meninos machistas, isso come\u00e7a desde pequeno. Falta muito pra ficar tudo igual, muitos ainda acham que s\u00e3o melhores\u201d<\/strong>, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Eduarda, de 12 anos, teceu elogios \u00e0 iniciativa da professora Rita e ao show de Maur\u00edcio Terra, e concordou com a colega Emily, relatando que sofre diariamente com o machismo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 <strong>\u00c9 muito importante um projeto como esse, pra debater o machismo dentro de aula tamb\u00e9m, hoje em dia, ainda existem meninos que acham que a gente n\u00e3o pode fazer certas coisas. Por exemplo, eu adoro jogar futebol, e eles n\u00e3o me deixam jogar, me chamam de perna de pau! Pra eles, a gente n\u00e3o pode fazer nada, eu fico muito irritada<\/strong>\u2013 desabafou a corajosa Maria Eduarda.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Por Esther Louro<\/em><br \/>\n<em><span class=\"ital\">esther@jornalagora.com.br<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: www.jornalagora.com.br Analisando diversas m\u00fasicas, alunos da escola Helena Small debatem sobre o papel que a mulher ocupou em diferentes \u00e9pocas Um projeto muito criativo e musical tem colocado em foco a discuss\u00e3o sobre a diferen\u00e7a do papel das mulheres com o passar das d\u00e9cadas. 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