A Prefeitura do Rio Grande, por meio da Secretaria de Cidadania e Assistência Social (SMCAS), esclarece que foram adquiridas 20.200 cestas básicas recentemente para atender as famílias em vulnerabilidade social de nosso município, cestas que ainda não chegaram a Rio Grande em sua totalidade. Quando recebidas pelo município, são imediatamente encaminhadas para as famílias, sendo que 11.677 já foram entregues. Algumas postagens em redes sociais mencionam casos de alimentos estragados nas doações, além de cestas diferentes umas das outras. Conforme a secretária de Cidadania e Assistência Social, Ana Fausta, as cestas podem sim ser distintas entre elas, mas não são entregues produtos estragados à população.

A gestora também explica o motivo de existirem diferentes modelos de cestas entregues no município. Segundo ela, houve dificuldade para encontrar fornecedores para aquisição das cestas e a opção disponível não oferecia leite. Pela necessidade de atuar com agilidade, as cestas foram compradas mesmo sem a presença do produto e começaram a ser recebidas dois dias após a aquisição. Na semana seguinte, a SMCAS recebeu 200 cestas para atendimento dos benefícios eventuais, compradas ainda em fevereiro de outro fornecedor, e que tem o leite entre seus produtos. Como foram adquiridas em períodos diferentes e de distintos fornecedores, as cestas não foram exatamente iguais.

Ana Fausta esclarece que, durante o recebimento da encomenda, em algumas ocasiões foram observadas embalagens avariadas de produtos. As cestas com irregularidades são separadas, para posterior troca com o fornecedor, a ser feita durante o recebimento da próxima remessa. Assim, as embalagens avariadas não são entregues à comunidade. Já os produtos doados em supermercados ou recebidos em doações individuais são verificados e higienizados pela Defesa Civil, e estocados para posterior encaminhamento.

O município também recebeu outras doações de alimentos, com produtos diferentes dos que constam nas primeiras 20 mil cestas adquiridas. Veja abaixo exemplos de empresas e organizações que contribuíram:

  • 15 mil kg de alimentos da rede Farmácia São João (recebidos em 10/04);

  • 370 cestas da Unicred (recebidas em 17/04);

  • 50 cestas da APROFURG (recebidas em 20/04);

  • 100 cestas da Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (recebidas em 23/04).

A secretária ainda ressalta que, diante do cenário de pandemia, muitas pessoas têm se motivado para contribuir com diversas ações solidárias, não apenas as gestionadas pela Administração Municipal. Assim, além das ações desenvolvidas pelo poder público, também existem muitas outras, sem participação da Prefeitura, organizadas por voluntários ou por instituições privadas, que também realizam a distribuição de alimentos e de cestas básicas. “Salientemos também que, para que a distribuição das cestas básicas, contamos como uma rede de solidariedade, que envolve a sociedade civil, órgãos públicos, ONGs, entre outras entidades, que contribuem para atingirmos o maior número de famílias possível”, acrescentou Ana Fausta.

Critérios para entrega das cestas

A SMCAS estabeleceu critérios para definir prioridades no encaminhamento das cestas básicas. Assim, os alimentos são destinados, primeiramente, para as famílias mais pobres, conforme tabela abaixo. Após, começam a ser atendidas as demandas recebidas pelo CRAS e pelo Disque Acolher.

FAMÍLIAS

PESSOAS

EXTREMAMENTE POBRESrenda de R$0,00 até R$89,00 (per capita)

4.532

13.945

POBRESde R$89,01 até R$178,00 (per capita)

2.843

8.763

BAIXA RENDAentre R$178,00 e 1/2 salário mínimo per capita

6.423

17.693

Famílias com cadastro e com renda per capita mensal acima de 1/2 salário mínimo

7.626

12.394