﻿{"id":256520,"date":"2022-06-17T18:49:08","date_gmt":"2022-06-17T21:49:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/saude\/?p=256520"},"modified":"2022-06-18T21:14:21","modified_gmt":"2022-06-19T00:14:21","slug":"portal-principal_https-www-riogrande-rs-gov-br-pagina-p176769","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/saude\/portal-principal_https-www-riogrande-rs-gov-br-pagina-p176769\/","title":{"rendered":"CIEVS Rio Grande alerta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sobre a var\u00edola dos macacos"},"content":{"rendered":"<p>O Centro de Informa\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas em Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do munic\u00edpio do Rio Grande (CIEVS) alerta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sobre a Monkeypox, popularmente chamada de var\u00edola dos macacos, que tem sido registrada em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo, incluindo o Brasil. Dada a ocorr\u00eancia de casos de Monkeypox em alguns estados brasileiros, o CIEVS alerta e orienta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sobre as caracter\u00edsticas da doen\u00e7a, sintomas para que sejam refor\u00e7adas as medidas de vigil\u00e2ncia e monitoramento de casos suspeitos.<br \/>\nOs casos recentemente detectados apresentaram uma preponder\u00e2ncia de les\u00f5es na \u00e1rea genital. A erup\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea passa por diferentes est\u00e1gios e pode se parecer com varicela ou s\u00edfilis, antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas. A diferen\u00e7a na apar\u00eancia com a varicela ou com a s\u00edfilis \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o uniforme das les\u00f5es.<br \/>\nA transmiss\u00e3o entre humanos ocorre, principalmente, por meio de contato pessoal com secre\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, les\u00f5es de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados. A erup\u00e7\u00e3o geralmente se desenvolve pelo rosto e depois se espalha para outras partes do corpo, incluindo os \u00f3rg\u00e3os genitais.<br \/>\nConforme o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, j\u00e1 s\u00e3o cinco os casos de Monkeypox no Brasil: um no Rio Grande do Sul, tr\u00eas em S\u00e3o Paulo e um no Rio de Janeiro. Oito casos seguem em investiga\u00e7\u00e3o. Um \u00f3bito que estava em investiga\u00e7\u00e3o em Minas Gerais foi descartado para monkeypox. As causas desse \u00f3bito ainda est\u00e3o sob investiga\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPor sua caracter\u00edstica portu\u00e1ria, Rio Grande possui um CIEVS Estrat\u00e9gico, que \u00e9 ligado ao Centro Estadual de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade (CEVS) da Secretaria Estadual da Sa\u00fade (SES\/RS). Qualquer caso suspeito \u00e9 de notifica\u00e7\u00e3o imediata, at\u00e9 24 horas, pelos profissionais de Sa\u00fade de servi\u00e7os p\u00fablicos ou privados bem como deve ser divulgada, de maneira r\u00e1pida e eficaz, as orienta\u00e7\u00f5es para resposta ao evento considerado como de sa\u00fade p\u00fablica.<br \/>\nAt\u00e9 ter\u00e7a-feira (14), estavam confirmados mais de 1.700 casos, em 36 pa\u00edses, principalmente, na Europa, como Reino Unido (470), Espanha (275), Portugal (231) e Alemanha (229). Na regi\u00e3o das Am\u00e9ricas, foram diagnosticados casos no Canad\u00e1 (123), Estados Unidos (65), Argentina (3), M\u00e9xico (2) e Venezuela (1).<\/p>\n<p><strong>TRATAMENTO<\/strong><br \/>\nO tratamento da Monkeypox \u00e9 baseado em medidas de suporte com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complica\u00e7\u00f5es e prevenir sequelas. Para preven\u00e7\u00e3o de casos recomenda-se para profissionais da sa\u00fade o uso de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual como m\u00e1scaras, \u00f3culos, luvas e avental, al\u00e9m da higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os regularmente. A popula\u00e7\u00e3o em geral pode se prevenir tamb\u00e9m fazendo o uso de m\u00e1scara e higienizar as m\u00e3os. Em caso suspeito da doen\u00e7a, realizar o isolamento imediato do indiv\u00edduo, o rastreamento de contatos e vigil\u00e2ncia oportuna dos mesmos. O isolamento do indiv\u00edduo s\u00f3 dever\u00e1 ser encerrado ap\u00f3s o desaparecimento completo das les\u00f5es<\/p>\n<p><strong>ORIGEM<\/strong><br \/>\nA Monkeypox \u00e9 uma doen\u00e7a causada pelo v\u00edrus Monkeypox do g\u00eanero Orthopoxvirus e fam\u00edlia Poxviridae. O nome deriva da esp\u00e9cie em que a doen\u00e7a foi inicialmente descrita em 1958. Trata-se de uma doen\u00e7a zoon\u00f3tica viral, cuja transmiss\u00e3o para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o v\u00edrus. Apesar do nome, os primatas n\u00e3o humanos n\u00e3o s\u00e3o reservat\u00f3rios. Embora o reservat\u00f3rio seja desconhecido, os principais candidatos s\u00e3o pequenos roedores (como esquilos) nas florestas tropicais da \u00c1frica, principalmente na \u00c1frica Ocidental e Central. O Monkeypox \u00e9 comumente encontrado nessas regi\u00f5es e pessoas com o v\u00edrus s\u00e3o, ocasionalmente, identificadas fora delas, normalmente relacionadas a viagens para \u00e1reas onde a Monkeypox \u00e9 end\u00eamica.<\/p>\n<p><strong>NOME CORRETO<\/strong><br \/>\nPara evitar que haja um estigma e a\u00e7\u00f5es contra os Primatas N\u00e3o-Humanos (PNH) do g\u00eanero macaca, optou-se por n\u00e3o denominar a doen\u00e7a no Brasil como var\u00edola dos macacos, pois embora tenha se originado em animais desse g\u00eanero, o surto atual n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com ele. Apesar do estrangeirismo, uma tentativa de solucionar a situa\u00e7\u00e3o foi a de usar a denomina\u00e7\u00e3o dada pela OMS, \u201cMonkeypox\u201d. Isso tudo com intuito de se evitar desvio dos focos de vigil\u00e2ncia e a\u00e7\u00f5es contra os animais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Centro de Informa\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas em Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do munic\u00edpio do Rio Grande (CIEVS) alerta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sobre a Monkeypox, popularmente chamada de var\u00edola dos macacos, que tem sido registrada em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo, incluindo o Brasil. 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