﻿{"id":238845,"date":"2021-08-29T23:58:29","date_gmt":"2021-08-30T02:58:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/saude\/?p=238845"},"modified":"2021-08-30T11:11:11","modified_gmt":"2021-08-30T14:11:11","slug":"portal-principal_https-www-riogrande-rs-gov-br-pagina-p159844","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/saude\/portal-principal_https-www-riogrande-rs-gov-br-pagina-p159844\/","title":{"rendered":"Pesquisa SulCovid divulga dados parciais sobre sa\u00fade dos rio-grandinos que tiveram a doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><em>Projeto j\u00e1 entrevistou mais de duas mil pessoas, alcan\u00e7ando metade de seu p\u00fablico alvo e necessita que pessoas atendam as chamadas telef\u00f4nicas dos entrevistadores<\/em><\/p>\n<p>As entrevistas telef\u00f4nicas formam o corpo do estudo da <a href=\"https:\/\/www.furg.br\/coronavirus-noticias\/pesquisa-sulcovid-investiga-a-saude-de-adultos-e-idosos-apos-a-infeccao-por-covid-19\">pesquisa SulCovid, um in\u00e9dito monitoramento da sa\u00fade de adultos e idosos na regi\u00e3o Sul do Estado ap\u00f3s infec\u00e7\u00e3o por Covid-19<\/a>. O monitoramento chegou na metade da sua coleta de dados, alcan\u00e7ando a marca de mais de duas mil pessoas entrevistadas. Por\u00e9m, muitas pessoas ainda t\u00eam dificuldades em atender as chamadas telef\u00f4nicas para responder o question\u00e1rio elaborado pela coordena\u00e7\u00e3o da pesquisa. No momento, essa \u00e9 a principal necessidade da equipe de entrevistadores.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 coordenado pela professora da Faculdade de Medicina (Famed) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Mirelle Saes, com coordena\u00e7\u00e3o adjunta da docente Suele Manjourany Silva Duro, da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e conta com financiamento da Funda\u00e7\u00e3o de amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-159846 alignleft\" src=\"https:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/CARD-PESQUISA-SULCOVID-19-1-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/>O projeto tem o objetivo de acompanhar a sa\u00fade de rio-grandinos que tiveram Covid-19 entre dezembro de 2020 e mar\u00e7o de 2021, que foram sintom\u00e1ticos \u00e0 doen\u00e7a, diagnosticados por RT-PCR e registrados na vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica. As entrevistas por telefone iniciaram no m\u00eas de junho, e por meio dos dados coletados, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel tra\u00e7ar um perfil dos entrevistados: 59,7% s\u00e3o mulheres; m\u00e9dia de idade de 41 anos; 43,6% possuem ensino m\u00e9dio e 59,4% s\u00e3o casados (as) ou vivem com companheiro (a).\u00a0Ainda de acordo com o levantamento da pesquisa, 91,5% dos entrevistados ficaram em isolamento durante a infec\u00e7\u00e3o e 94,5% buscaram atendimento no in\u00edcio dos sintomas. Segundo o estudo, dois entre 10 entrevistados precisaram buscar algum servi\u00e7o de sa\u00fade novamente por que os sintomas da Covid-19 n\u00e3o melhoraram ou at\u00e9 pioraram.<\/p>\n<p><strong>Contato telef\u00f4nico<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de ter alcan\u00e7ado a metade do p\u00fablico-alvo dois meses ap\u00f3s o in\u00edcio das entrevistas por telefone, Mirelle ressalta a dificuldade enfrentada pelos entrevistadores. \u201cMuitas pessoas n\u00e3o atendem ao telefone, outras n\u00e3o aceitam participar porque t\u00eam medo de que seja golpe, e alguns marcam a entrevista para outro hor\u00e1rio e n\u00e3o atendem mais\u201d.<\/p>\n<p>As entrevistas telef\u00f4nicas garantem a cria\u00e7\u00e3o de uma base de dados que servir\u00e1 para as a\u00e7\u00f5es de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o programadas. O question\u00e1rio desenvolvido \u00e9 composto por quest\u00f5es sociodemogr\u00e1ficas e econ\u00f4micas (sexo, idade, cor da pele, situa\u00e7\u00e3o conjugal, escolaridade, renda e assim por diante); caracter\u00edsticas da infec\u00e7\u00e3o por covid; suporte social e orienta\u00e7\u00f5es sobre a doen\u00e7a; medidas de isolamento e quarentena; h\u00e1bitos de vida; sa\u00fade; condi\u00e7\u00f5es alimentares; sa\u00fade musculoesquel\u00e9tica; atividades de vida di\u00e1ria; fadiga; e uso de servi\u00e7os de sa\u00fade. O contato dura, em m\u00e9dia, 20 minutos.<\/p>\n<p>A equipe envolvida no estudo \u00e9 composta por nove entrevistadores &#8211; respons\u00e1veis pelo contato telef\u00f4nico -, dos quais cinco s\u00e3o estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o que, utilizar\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es obtidas pela pesquisa para embasar suas teses e disserta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Covid longa<\/strong><\/p>\n<p>O ineditismo do estudo est\u00e1 no levantamento de dados cient\u00edficos a respeito da sa\u00fade das pessoas ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, no monitoramento de uma grande parcela de participantes \u2013 contatando todas as pessoas diagnosticadas via teste RT-PCR presentes na lista compartilhada pela vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, independente da gravidade dos sintomas. \u201cA maioria das outras pesquisas foca nas pessoas que foram internadas e que tiveram quadros mais graves de covid. No entanto, sabe-se que quem teve o tipo leve da doen\u00e7a tamb\u00e9m fica com sintomas residuais, mas isso est\u00e1 sendo pouco pesquisado\u201d, explicou a coordenadora na \u00e9poca da divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa.<\/p>\n<p>Assim, comprovando o previsto, os resultados parciais do estudo mostram que os infectados pelo coronav\u00edrus ainda apresentam pelo menos um sintoma ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o conhecida como a covid longa. \u201cDas 2 mil pessoas entrevistadas, metade (52,2%) ainda apresenta algum sintoma residual da covid-19 mesmo passadas 12 a 20 semanas da infec\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta a coordenadora do estudo. Os sintomas mais persistentes s\u00e3o: perda de mem\u00f3ria (71,5%); perda de aten\u00e7\u00e3o (66,5%); altera\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas (39,9%); dor de cabe\u00e7a (29,9%) e fadiga (27,9%).<\/p>\n<p>Outros sintomas foram relatados pelos entrevistados conforme o levantamento parcial, que pode ser conferido no link abaixo.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a coordenadora da pesquisa, as coletas continuar\u00e3o at\u00e9 alcan\u00e7ar o mais pr\u00f3ximo do total da popula\u00e7\u00e3o alvo, que s\u00e3o 4 mil adultos. \u201cAp\u00f3s, em dezembro, faremos contato novamente com as mesmas pessoas, e depois, no meio do ano que vem. Pois nosso objetivo \u00e9 monitorar a sa\u00fade das pessoas ap\u00f3s 12 meses e 18 meses da infec\u00e7\u00e3o\u201d, explica Mirelle Saes.<\/p>\n<p><strong>Infogr\u00e1fico<\/strong><\/p>\n<p>Confira no infogr\u00e1fico abaixo outros dados parciais e importantes da pesquisa.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.riogrande.rs.gov.br\/pagina\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Infogra\u0301fico-dados-parciais-Pesquisa-SulCOVID-19-FINAL.pdf\" class=\"pdfemb-viewer\" data-width=\"max\" data-height=\"max\" data-toolbar=\"bottom\" data-toolbar-fixed=\"off\">Infogra\u0301fico dados parciais Pesquisa SulCOVID-19 FINAL<br \/><\/a><\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p>Texto: Secom | FURG &#8211; Edi\u00e7\u00e3o: Roger da Rosa, Jornalista (MTB 6956\/RS)<\/p>\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social &#8211; Prefeitura Municipal do Rio Grande<\/p>\n<p>(53)3233-7281\/6052<\/p>\n<p>Acompanhe nossos canais nas redes sociais e fique por dentro do que acontece no Executivo.<\/p>\n<p>www.facebook.com\/PrefeituraMunicipaldoRG<\/p>\n<p>Instagram: @prefeituradoriogrande<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto j\u00e1 entrevistou mais de duas mil pessoas, alcan\u00e7ando metade de seu p\u00fablico alvo e necessita que pessoas atendam as chamadas telef\u00f4nicas dos entrevistadores As entrevistas telef\u00f4nicas formam o corpo do estudo da pesquisa SulCovid, um in\u00e9dito monitoramento da sa\u00fade de adultos e idosos na regi\u00e3o Sul do Estado ap\u00f3s infec\u00e7\u00e3o por Covid-19. 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