Rede Acolher apresenta relatório de atividades realizadas desde o início da pandemia

A Rede Acolher é uma estratégia conjunta de enfrentamento ao Coronavírus, desenvolvida por meio de uma de uma parceria entre o poder público e membros da sociedade civil. O objetivo é fornecer apoio a população vulnerável de Rio Grande registrada no Cadastro Único, assim como para comunidades indígenas, imigrantes e pessoas em situação de rua. Estruturada em cinco eixos, desde o início das atividades, no final de março, a Rede Acolher tem atuado em diversas frentes no auxílio à comunidade.

Segundo a secretária de Cidadania e Assistência Social, Ana Fausta, a proposta foi pensada no início da pandemia de COVID-19 de forma coletiva e integrada com sociedade civil, lideranças religiosas e poder público. “ O objetivo foi organizar uma rede de acolhimento e prestar apoio a comunidade rio-grandina, de forma prioritária a população em situação de insegurança alimentar (famílias em extrema pobreza, pobreza e pessoas em situação de rua), atendendo, acolhendo e orientando a comunidade, garantindo o acesso aos serviços de políticas públicas e as informações sobre os benefícios emergenciais e recebimento de donativos, preservando o cuidado com o isolamento social. Uma parceria com muitas mãos que deu certo e que continua firme nas ações. Deixo meu carinho e respeito a todos e todas que se envolveram e reafirmo a importância do trabalho e a necessidade das doações”, afirmou 

A Ação 1, por meio da campanha “Seja mais: doar é um gesto de amor”, foi responsável pela arrecadação de alimentos, materiais de limpeza e higiene, roupas e toalhas. Para isso, foram disponibilizados diversos pontos de doação, localizados na rede de supermercados no município, em parceria com o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Rio Grande do Sul (Sindigêneros), e outras entidades da sociedade civil. Até o momento foram recebidas quase 26 toneladas de alimentos; 6.449 itens de materiais de limpeza e higiene pessoal, 3 mil itens de roupa, cama e banho e 902 cestas básicas doadas pelos parceiros.

Também foram feitas vaquinhas, onde foram recebidos R$ 52.783,21 para o custeio de insumos e materiais utilizados na Operação Acolhimento. Em uma delas, uma parceria da Prefeitura com a Furg e a CDL, foram arrecadadas R$ 37.470,70. A outra, realizada por grupos não-governamentais, levantou R$ 15.312,51. Soma-se a essa quantia o valor de R$ 10.800,00 doado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também destinado para a Operação Acolhimento.

A Ação 2 da Rede Acolher tem a função de encaminhar os donativos arrecadados, sendo direcionados para Operação Acolhimento e também para a distribuição aos públicos em vulnerabilidade social no município. Por meio deste eixo, a equipe da Defesa Civil realizou a entrega de cestas básicas às famílias em vulnerabilidade social inseridas no Cadastro Único. Essas cestas tiveram três diferentes origens:  as doadas pelos parceiros da Rede Acolher; as montadas pelas Secretaria de Educação (SMED) com merenda escolar e as adquiridas pelo município

Até o momento, a SMED montou 2.372 kits oriundos da merenda escolar. O município adquiriu, por meio da Secretaria de Cidadania e Assistência Social (SMCAS), cerca de 20.200 cestas e outras 5.500 estão em processo de compra. Já foram entregues 21.596 cestas básicas às famílias em vulnerabilidade social do município, totalizando 280.78kg de alimentos.  Também fez parte da Ação 2 a entrega de 550 “quentinhas”, realizada pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana na Comunidade Maria dos Anjos.

Atualmente, a proposta avança para o mapeamento das lideranças comunitárias do território, a fim de fortalecer o contato destas organizações com a rede governamental para reforçar a campanha de donativos para as famílias prioritárias. Para isso, a ação foi estruturada da seguinte forma:

  • Passo 1: Mapeamento e cadastramento destas lideranças através do Formulário Google;
  • Passo 2: Construção de um grupo no WhatsApp com estas lideranças e com os trabalhadores do território, enquanto um canal de comunicação;
  • Passo 3: Construção de vídeos informativos que irão nutrir o grupo a partir dos temas mais recorrentes.
  • Passo 4: Compartilhamento do Formulário de Cadastro das Famílias enquanto ferramenta de padronização das informações, a serem utilizados pela rede não governamental.

A Operação Acolhimento, voltada para o atendimento de pessoas em situação de rua, é a Ação 3 da Rede Acolher.  Em atividade desde 24 de março deste ano, tem prestado importante serviço no apoio a pessoas em situação de rua em Rio Grande. Nesses mais de 140 dias de operação, o trabalho, iniciado com objetivo de prevenção a pandemia de Covid-19, já possibilitou o fornecimento de mais de 50 mil refeições a pessoas em situação de rua em Rio Grande.

Atualmente são oferecidas cerca de 940 refeições todas as semanas em diferentes locais. Para isso, a Prefeitura apoia diversos grupos de alimentação, que diariamente se revezam no fornecimento de refeições a esse público, com o objetivo de combater a insegurança alimentar das pessoas em situação de rua de Rio Grande. São eles: Projeto Esperança Viva; Mais que Amigos do Bem; Anjos da Noite; Quinta-feira Santa; Comunidade Renascer no Espírito; RG Sem Fome; Projeto Social Amor e Caridade.

Em monitoramento contínuo do “Rede Acolher – Rua”, cerca de 160 pessoas passaram pelo abrigo no centro de eventos, que se tornou, posteriormente, uma Casa Lar, em funcionamento atualmente.  Esse monitoramento tem sido realizado por uma força-tarefa da prefeitura, da qual participam as equipes da abordagem social, do Consultório na Rua e do Centro Pop, que também atuam no atendimento na Casa Lar.

Os dados da Operação Acolhimento apontam que 176 pessoas em situação de rua estão sendo monitoradas em Rio Grande. Com objetivo de melhor atender esse público, foram criados subgrupos, onde os moradores de rua estão identificados conforme a sua localização e/ou dinâmica individual. Veja como estão organizados os subgrupos e o número de pessoas em monitoramento em cada um deles:

  • Retorno para a casa e/ou família: 44 pessoas monitoramento;
  • Casa Lar: 24 pessoas em monitoramento;
  • Atendidas pela rede de apoio (albergues não governamentais e comunidades terapêuticas, por exemplo): 19 pessoas em monitoramento;
  • Assoran e arredores: 36 pessoas em monitoramento;
  • Centro e arredores: 19 pessoas em monitoramento;
  • Rotatividade entre ruas e pensões: 16 pessoas em monitoramento;
  • Busca ativa: 18 pessoas em monitoramento.

Também é importante destacar um expressivo resultado alcançado ao longo dos quase 5 meses de atividades da operação acolhimento: 44 pessoas retornaram para suas casas e/ou suas famílias.

Já a Ação 4 realiza o monitoramento de 35 instituições de acolhimento ou residenciais. Destas, 27 são instituições de longa permanência para idosos (ILPI) com 450 integrantes e cinco são comunidades terapêuticas, com 150 residentes. Também está incluída uma residência inclusiva com quatro moradores, além de seis instituições de acolhimento de crianças e adolescentes (três governamentais e três não governamentais) com 73 abrigados.  A ação compreende um total de 677 assistidos.

Até o presente momento, foram realizadas 76 visitas de monitoramento, com intuito de seguir o protocolo da ANVISA de prevenção ao Covid-19. Os responsáveis pelo monitoramento são os trabalhadores da vigilância sanitária e conselhos de fiscalização nas instituições e as equipes da Secretaria de Município da Saúde/Secretaria de Município de Cidadania e Assistência Social.

A fim de avançar com a proposta, foi realizado um contrato entre a SMCAS e a Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal do Rio Grande do Sul (APCEF/RS), para acolher idosos em situação de vulnerabilidade, que necessitam de isolamento domiciliar e suas residências não oferecem condições de isolamento.

Somado a isso, foram compradas mais 10 vagas em ILPIs para acolher idosos(as) que precisam de acolhimento, neste período, para fazer o isolamento até serem incluídos com os outros residentes. No que tange às crianças e adolescentes, em caso de suspeita será destinado um espaço isolado dentro da instituição de acolhimento para evitar contaminação dos demais abrigados.

O último eixo, a Ação 5, é o Disque Acolher, que atua por meio de um canal telefônico com o intuito de atender as dúvidas da comunidade rio-grandinaAs informações mais recorrentes dizem respeito aos critérios para solicitações de cestas básicas, leite, medicação e roupas; alterações de endereços informados no Cadastro Único; informações sobre o auxílio emergencial e agendamento sobre as doações.

As equipes que realizam esses atendimentos são os trabalhadores dos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) que atuam de forma regionalizada, isto é, de acordo com a região do usuário, o mesmo será destinado ao seu CRAS de abrangência. Até o momento, já foram realizados de 15.585 atendimentos.

Publicado em: 14 de agosto de 2020
Skip to content