RIQUEZA PORTUÁRIA

Com vocação para atender variados setores como cargas gerais, granéis líquidos e sólidos e contêineres, o Porto de Rio Grande – tanto o cais público quanto as áreas sob responsabilidade da iniciativa privada – é o mais importante e completo da Região Sul e o segundo mais importante do país, sendo uma porta decisiva para entrada e saída de produtos.

Principal elo entre a produção gaúcha e o mundo, o Porto movimentou 3,15 milhões de toneladas de cargas em janeiro de 2024, em um crescimento de 4,56% em comparação com o mesmo período de 2023.

Com um calado de 14,5 metros, é capaz de receber embarcações de grande porte nos terminais graneleiros e de contêineres. No Porto Novo, o destaque é para a capacidade de atracação ao longo de dois quilômetros de extensão, o que confere competitividade diante de outros portos do Mercosul.
Com uma das maiores áreas retroportuárias do mundo, o Porto de Rio Grande conta com o Distrito Industrial, área pré-licenciada e dotada de infraestrutura pronta para receber indústrias cuja atividade seja compatível com os setores que se utilizam do porto para receber ou exportar produtos e insumos. Sem o custo logístico do transporte até os terminais, os negócios instalados no Distrito ganham em competitividade e agilidade e podem fruir de um robusto Programa de Incentivos Fiscais, ofertado em parceria com o Governo do RS.

Os fundamentos do conceito de Economia Azul, proteção ambiental e desenvolvimento sustentável estão inseridos na estratégia de crescimento do Porto de Rio Grande. Tanto que, em fevereiro de 2024, a empresa pública Portos RS, cujo principal ativo é o terminal rio-grandino, ingressou oficialmente no Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) – Rede Brasil.

A iniciativa é considerada a maior de sustentabilidade corporativa do mundo e a participação da Autoridade Portuária demonstra avanço no ponto de vista da gestão ambiental, fundamental para o alcance das novas culturas socioambientais a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Além disso, o polo de construção naval, que divide as margens da barra da Lagoa dos Patos com o Porto, se reestrutura de forma consistente com atividades como reparos em embarcações de grande porte e desmantelamento de plataformas de exploração de petróleo, as estruturas encontram nova vocação.

Outro valioso ativo do Rio Grande é a Refinaria Riograndense, a primeira refinaria de petróleo do Brasil. Em direção ao futuro, vem desenvolvendo projetos para se tornar a primeira biorrefinaria do Brasil.

PORTO INDÚSTRIA EM NÚMEROS