Equipamentos de Proteção e Combate

Frentes tecnológicas

Equipamentos

Uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) composta por professores, alunos, egressos e t√©cnicos, em conjunto a volunt√°rios, comp√Ķe uma frente tecnol√≥gica que visa auxiliar hospitais e profissionais na √°rea da sa√ļde no combate ao COVID-19. A equipe √© respons√°vel por prototipar, produzir e auxiliar na manuten√ß√£o e adapta√ß√£o de equipamentos hospitalares e EPIs.

Essa iniciativa teve in√≠cio na Furg e, com o aux√≠lio da comunidade, trabalha em quatro frentes tecnol√≥gicas. Atualmente, diversos equipamentos e m√°quinas s√£o utilizadas para prototipagem e produ√ß√£o de solu√ß√Ķes para o enfrentamento da pandemia como, por exemplo, m√°quinas de corte a laser e impressoras 3D.

Os esfor√ßos se dividem em grupos menores que, por sua vez, trabalham em projetos de equipamentos como m√°scaras faciais (face shieds), pias port√°teis automatizadas para a higieniza√ß√£o em espa√ßos p√ļblicos, caixas de prote√ß√£o para entuba√ß√£o de pacientes infectados e automa√ß√£o de respiradores mec√Ęnicos (AMBUs). Os insumos utilizados para a fabrica√ß√£o dos equipamentos s√£o em parte da Furg, parte de doa√ß√Ķes diretas e parte de doa√ß√Ķes feitas pela internet.

 

Os equipamentos que est√£o sendo desenvolvidos s√£o:

M√°scaras Face Shield

Em fun√ß√£o da pandemia temos uma demanda muito grande por equipamentos de seguran√ßa. Tem surgido na internet uma gama de projetos opensource, com diversos modelos de m√°scaras e escudos faciais. Inicialmente foram testados uma variedade de modelos, e com a ajuda de profissionais da sa√ļde do HU-FURG, foi escolhido um modelo para produ√ß√£o em massa. Essas m√°scaras face shield/escudos faciais podem ser usadas n√£o s√≥ por profissionais da sa√ļde, mas tamb√©m por pessoas que atendam o p√ļblico em geral.

At√© agora escudos faciais j√° foram distribu√≠dos para o HU-FURG, a Santa Casa de Rio Grande, Hospital Municipal de S√£o Jos√© do Norte, com muitas outras em produ√ß√£o para distribui√ß√£o nos pr√≥ximos dias. A prioridade nesse momento √© a distribui√ß√£o para o pessoal de √°rea da sa√ļde p√ļblica. Em breve atenderemos tamb√©m parte da demanda do pessoal de sa√ļde p√ļblica de outros munic√≠pios da regi√£o, como S√£o Jos√© do Norte e Santa Vit√≥ria do Palmar. Existe demanda tamb√©m das Pol√≠cias Civil e Militar de Rio Grande, do Ex√©rcito, da Marinha, dos Terminais Portu√°rios e de Supermercados locais.

O equipamento passou por diversas vers√Ķes, sendo constantemente revisado para melhorar a ergonomia, diminuir os custos, facilitar a impress√£o e adequar-se aos requisitos da resolu√ß√£o RDC N¬ļ 356, de 23 de mar√ßo de 2020 – Minist√©rio da Sa√ļde / Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria. Essas vers√Ķes foram iteradas com o apoio t√©cnico e feedback do Hospital Universit√°rio.

As bases das m√°scaras s√£o impressas usando filamento PLA (poli√°cido l√°ctico), um material biodegrad√°vel, j√° que lixo hospitalar dificilmente √© reciclado. As l√Ęminas s√£o cortadas na medida adequada (24x30cm com 0.6mm de espessura) atrav√©s de corte √† laser computadorizado. O material das l√Ęminas transparentes √© acetato de celulose/PVC ou PET).

Pias Port√°teis

 A demanda por higieniza√ß√£o das m√£os fez o consumo de √°lcool gel 70% subir, fazendo com os estoques fossem zerados em pouco tempo e ficando indispon√≠vel para compra para o p√ļblico geral. Pensando nessa demanda, o projeto de pias port√°teis, objetiva diminuir a demanda por √°lcool gel utilizando o m√©todo mais eficiente para higieniza√ß√£o que √© o sab√£o.

A pia usa um sistema de abre-fecha da torneira e do reservat√≥rio de sab√£o realizados sem contato por meio de sistema eletr√īnico (por proximidade), desenvolvido pelos pesquisadores. Elas funcionam tanto ligadas a rede de √°gua e esgoto quanto independentemente, neste caso sendo necess√°rio a recarga de √°gua limpa e remo√ß√£o de √°gua utilizada. A pia tem uma capacidade de 60 litros e √© dividida em duas partes iguais, uma para √°gua limpa, e uma para efluentes.

Caixas de Proteção para Entubação

O processo de entuba√ß√£o √©, infelizmente, comum em pacientes graves com COVID-19. Por√©m, o processo de entuba√ß√£o oferece muitos riscos a sa√ļde dos profissionais devido a alta taxa de espalhamento do v√≠rus. Da√≠ o motivo da constru√ß√£o de caixas de prote√ß√£o a serem usadas durante o processo de entuba√ß√£o. Elas s√£o constru√≠das em acr√≠lico lav√°vel/higieniz√°vel. Ser√£o constru√≠das inicialmente 5 unidades para avalia√ß√£o pelo corpo m√©dico do HU-FURG e Santa Casa de Rio Grande. As caixas est√£o sendo constru√≠da por uma empresa da regi√£o dotada de equipamentos de corte a laser em grande escala para permitir a qualidade do sistema constru√≠do.

Automatização de AMBU (Artificial Manual Breathing Unit)

A maior preocupa√ß√£o dos profissionais da sa√ļde no momento √© que n√£o haja respiradores autom√°ticos suficientes nos hospitais dado o n√ļmero de pacientes esperados nos pr√≥ximos meses. Assim, a alternativa desses profissionais da sa√ļde ser√° o uso de respiradores manuais, conhecidos como AMBU (Artificial Manual Breathing Unit). Esse aparelho √© constitu√≠do por um bal√£o, uma v√°lvula unidirecional, v√°lvula para reservat√≥rio, m√°scara facial e um reservat√≥rio. S√£o confeccionados em vinil ou silicone e em v√°rios tamanhos.

A automa√ß√£o do AMBU pode ajudar a liberar equipamentos/respiradores para tratamento de pacientes com COVID-19 e liberar pessoal t√©cnico da tarefa de bombear o AMBU, podendo este t√©cnico monitorar v√°rios pacientes ao mesmo tempo. Al√©m disso, o equipamento que √© utilizado no paciente j√° atende a especifica√ß√Ķes t√©cnicas, pois √© um equipamento j√° utilizado para tratamento, aumentando a chance de valida√ß√£o do projeto tendo em vista os requisitos t√©cnicos.