Caroline Fontoura Danigno Caroline Fontoura Danigno
Membro Correspondente da Academia
Residente em Chuí – RS

O VELHO AMOR

Ao falar a expressão “VELHO AMOR”, parece que estou me referindo àquele amor de outros tempos, de outros momentos vividos em nossas vidas.
Amor aquele que destoa de todos os outros já sentidos.
Amor que se carrega no peito, por tanto tempo, que já faz parte dos cinco sentidos. Que vibra, sente, cansa, dói.
Chora, ri e faz sonhar.
Velho amor?
O que realmente envelhece em nós?
O rosto, a pele, o corpo?
As emoções amadurecem… Tornam-se adultas dentro dos nossos corpos envelhecidos.
Todos nossos sentidos se relacionam melhor com nossas emoções, com o passar dos anos.
Velho amor… Seria como se aquele Amor de todos os tempos, simplesmente batesse na porta e dissesse com a clareza de um sorriso: “Vim para ficar!”
Velho Amor!… Carregado anos a fio, escondido, tímido, infinitamente submetido aos novos amores. Subjugado, temido, afastado e reprimido.
Velho Amor da vida inteira! Mas, o amor mais puro e verdadeiro.
O Amor na sua melhor forma. O Amor…
Quem conhece o novo amor, há de pensar que esse, por ser jovem, vem cercado de paixões, intensidade e ardor. E o pobre velho jogado a um canto do peito, não pulsa, não vibra, subsiste.
Mas, aqui, no íntimo do peito, como prosa versada, nos sonhos mais íntimos e devassos, esse amor, nunca experimentado, se transforma e tudo que dentro do peito se encontra só existe, porque ele reina, comandando todos os sentimentos como o único e verdadeiro Amor!
Velho Amor!!!
Se o mundo pudesse te experimentar como eu te experimento, se ao menos eu pudesse sair dos meus devaneios e parar de buscar algo que seja superior a ti… Diria que tantos anos escondidos não fizeram de ti menos do que és. Velho Amor… Lava este rosto, levanta a cabeça, troca de roupa, e te apresenta aos demais, sendo o único amor, que nunca mudou, só trocou de uniformes e manteve-se firme na força e na vontade de ver o outro MAIS FELIZ que ele próprio.
Isso É O AMOR!