Crédito: Fábio Dutra

Crédito: Fábio Dutra

Fonte: www.jornalagora.com.br

A Escola Municipal de Educação Bilíngue Carmem Regina Teixeira Baldino foi criada em fevereiro do ano passado e era um desejo antigo dos professores e da comunidade surda do Município. A luta pela criação da escola já vinha de alguns anos e, em 2015, o Executivo Municipal assinou o decreto que instituiu o espaço, o qual leva o nome da professora Carmem, falecida em 2014, aos 51 anos.

Carmem foi uma das idealistas do projeto de criação da escola e, em vida, dedicou a carreira do magistério ao trabalho com os estudantes surdos.  Quando a professora faleceu, um grupo de professores, os quais já trabalhavam com Carmem, deu prosseguimento ao trabalho e à luta pela abertura do local. O principal foco do espaço são os alunos surdos, mas qualquer pessoa, que souber fluentemente a Língua Brasileira de Sinais (Libras), pode ingressar na escola. A Libras é a língua oficial, e o português utilizado somente na modalidade escrita.

No ano passado após a criação da escola, os alunos foram acomodados na Escola Viva, onde ainda estão sendo atendidos, porém, a partir do próximo dia 24, um novo local receberá os estudantes: a tão desejada escola própria. O novo espaço será onde funcionava a Escola Hebe Marsiglia (Duque de Caixas, 496).

De acordo com a coordenadora da escola, Cristiane Lima Terra Fernandes, a felicidade por esta conquista é imensa. “A grande diferença, até então, é que eles não tinham sensação de pertencimento em lugar nenhum. Aqui (na escola nova), eles vão saber que esse espaço é deles. Depois de tantos anos sonhando, finalmente conseguimos. No início, pegamos carona nos sonhos de outras pessoas, agora, outras pessoas começaram a sonhar com a gente. Agora, vamos ver o sonho de uma comunidade inteira se concretizando. Estamos muito felizes”, destaca.

Conforme Cristiane, o local onde a escola será abrigada está em obras. Ela conta que está sendo realizada a pintura e restauração, pois o prédio é antigo. Cristiane lembra que essa conquista só foi possível graças ao Executivo Municipal, pois a escola é financiada 100% com recursos do Município. “A escola não tem financiamento do Ministério da Educação”, enfatiza. São atendidos pela escola 49 alunos, de quatro a 59 anos.

Segundo a coordenadora, a escola também recebe alunos de Pelotas, São José do Norte, Quinta e Povo Novo, e o fato de ficar centralizada facilitará para todos os estudantes. Neste local, a Escola Bilíngue terá espaço de convivência, salas de aula, sala de informática, sala de artes, biblioteca, sala para os professores e funcionários, sala da direção e coordenação pedagógica, sala de mercado, cozinha, refeitório, banheiros e pátio.

Evento 

No próximo dia 24, às 9h30min, a escola será inaugurada oficialmente. No mesmo dia, das 19h às 21h, será realizada a Escola Aberta, para a comunidade rio-grandina conhecer e visitar o novo espaço. Na ocasião, a escola servirá cremes e caldos, com o custo de R$ 15. O valor arrecadado será utilizado para melhorias estruturais e pedagógicas da escola.

Por Aline Rodrigues
aline@jornalagora.com.br

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