Prefeitura discute importância da duplicação da BR-392

O vice-prefeito Paulo Renato Mattos Gomes participou da reunião que discutiu novas alternativas para a conclusão da duplicação do Lote 4 e entorno da rodovia BR-392, que inicia no Complexo Portuário do município do Rio Grande. A reunião ocorreu, nesta terça-feira (12) pela manhã, no Centronave, e foi realizada pela concessionária Ecosul com a intermediação da Superintendência do Porto. Além da Prefeitura, que estava representada, também, pelo secretário de município da Infraestrutura (SMI), Francisco Spotorno, compareceu o superintende dos Portos do RS, Fernando Estima, empresas instaladas no Complexo Portuário, dirigentes do Sindicato dos Marítimos, o presidente e o diretor-superintendente da Ecosul, Alberto Lodi e Fabiano Medeiros, respectivamente.

A BR-392 é uma importante rodovia brasileira que atravessa o centro do estado do Rio Grande do Sul. Por ela passa boa parte da matéria-prima produzida no interior do estadoA rodovia inicia em Rio Grande, no Super Porto, e segue até a cidade de Porto Xavier (RS) na fronteira com a Argentina. Paulo Renato lembra que a duplicação do trecho sul da BR-392 é uma obra do PAC, de 2014, com valor de R$ 465 milhões. O trecho foi dividido em quatro lotes e três deles foram concluídos, restando o lote 4. O primeiro lote compreende da Ponte do Retiro até o contorno de Pelotas; o segundo segue até o distrito do Povo Novo; o terceiro segue até a Ponte Preta; e o último (4) segue até o km zero (0), na avenida Honório Bicalho, no Porto rio-grandino.

Durante a reunião na Centronave, a Ecosul fez uma apresentação sobre as alternativas possíveis para a duplicação do Lote 4 e o entorno na rodovia. Fabiano explicou que há interesse da empresa em apresentar um projeto alternativo para o lote 4. Pela importância do Porto para o escoamento da safra, dos terminais graneleiros e de todo o complexo industrial, o vice-prefeito comenta que já é muito tempo para essa situação ser resolvida.

– Há mais de uma década que a comunidade se envolve para que se confirme a duplicação. Levantamento apresentado pela Ecosul mostra que há necessidade dessa obra. Na reunião, ele disse que houve pedidos à Ecosul para que a empresa apresentasse, mais detalhadamente, quais os custos para um novo projeto de duplicação, assim como se haveria a possibilidade de ampliação dos contornos para os terminais que não os possuem, bem como uma solução para o entroncamento da rodovia com a linha férrea. Paralelo a essa situação, “é fundamental a recuperação do sistema de iluminação pública na rodovia, furtada ao longo dos anos, o que tem causado diversos transtornos a quem se utiliza da rodovia”, acrescenta o vice-prefeito.

Ano passado, Paulo Renato lembra que foi encaminhado um ofício ao Ministério dos Transportes solicitando recursos orçamentários para a duplicação do trecho do lote 4. Na época, houve resposta de que, em 2017, foram alocados R$ 12 milhões que seriam para esse lote, mas acabaram sendo direcionados para as obras do contorno de Pelotas. No ano seguinte, mais R$ 12 milhões foram destinados para o mesmo contorno, embora o destino inicial fosse para o lote 4 em Rio Grande.

Paulo Renato acredita que é primordial uma grande mobilização do setor empresarial – CDL, do poder público, da Superintendência do Porto e de deputados da região de Rio Grande, para que se busque o apoio da bancada federal gaúcha no Congresso, a fim de que seja colocado no orçamento da União essa importante obra, que, para o Executivo Municipal é “fundamental para o desenvolvimento do município e de todo o complexo portuário”.

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