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NOTA INFORMATIVA VIGILÂNCIA EM SAÚDE - Projeto de Atenção às águas vivas

Na sábado (12/01/2018) a equipe da Vigilância em Saúde estará no Balneário Cassino, na beira mar em direção próxima a estátua de Iemanjá, realizando uma atividade de orientação e prevenção às Águas Vivas, popularmente conhecidas como mães d' água. Será distribuído material informativo sobre os perigos das queimaduras das mães d'água durante o banho de mar e kits de primeiros cuidados. A atividade será realizada das 9h às 17h na orla da praia e, caso chova, o evento será transferido.

A incidência de casos é maior no verão devido a maior proliferação destes animais em decorrência do aumento da temperatura, dessa forma salienta-se que um mínimo de 300 pessoas são agredidas em cada temporada. A maior parte dos casos ocorre durante o banho do mar quando o banhista sente alguma parte do corpo ardendo como se alguma coisa o tivesse queimado.

A mãe d'água ou água-viva é um animal invertebrado do grupo dos cnidários, cujo corpo é constituído por 95% de água. São animais marinhos cobertos por células que injetam toxinas em contato com a pele das pessoas. O veneno, uma neurotoxina desenvolvida para paralisar a presa, é armazenado nos nematocistos, células que atuam como cápsulas de armazenamento, localizadas nos tentáculos do animal. Quando em contato com a pele humana, eles se abrem e liberam a substância. O veneno não é fatal aos seres humanos, mas provoca dores, fisgadas, irritações na pele, cãimbras e sensação de queimadura. Apesar de possuir uma estrutura simples, é perigosa, mas casos fatais nunca foram registrados na costa brasileira. Algumas vezes, os tentáculos aderem à pele. Se isso acontecer, retire delicadamente com pinça e luvas, para evitar o rompimento de mais nematocistos.

A recomendação da Vigilância em Saúde é, ao chegar à praia, procurar se informar sobre as condições da água e o risco de águas-vivas em uma guarita dos Salva-vidas.

Caso necessário a pessoa que tiver uma lesão deve procurar um profissional Salva-vidas, o qual fará a primeira orientação e também verificará se é preciso encaminhar a pessoa à Unidade de Saúde.

Na lesão, é utilizado o vinagre para neutralizar o veneno, aliviar os sintomas e inativar o veneno. O líquido deve ser colocado em um pano sobre a região afetada por cerca de 20 minutos.

Cabe salientar que esses organismos podem causar além das queimaduras, náusea, vômitos, tonturas e desmaios.

Em hipótese alguma utilize água doce, pasta de dente ou urina, pois essas substâncias estimulam os nematocistos que não se abriram a estourarem e liberarem mais substâncias tóxicas na pele.

ORIENTAÇÕES EM CASO DE CONTATO COM ÁGUA VIVA: 

- Lavar o local atingido com água do mar (não lavar com água doce);

- Remover suavemente os tentáculos aderidos na pele utilizando pinça;

- Colocar compressas com vinagre sobre a região afetada por cerca de 20 minutos;

- Aplicar bolsas de gelo em gel, após a aplicação do vinagre para diminuir o edema;

- Restringir o movimento da área afetada;

- Acalmar a vítima e procurar auxílio de profissional da saúde, caso necessário.

 

OBS: Não devem ser aplicadas substâncias sem indicação médica. Em hipótese alguma utilize água doce, pasta de dente, urina ou açúcar, pois essas substâncias estimulam os nematocistos que não se abriram a estourarem e liberarem mais substâncias tóxicas na pele.

 

São apoiadores dessa atividade com a disponibilização de vinagre para a distribuição nos kits para a população: Restaurante Cais Entre Nós, Mini Mercado Castanha, Mini Mercado Popular, Mini Mercado Milke, Comercial Pereira e Mini Mercado Bela Vista, que gentilmente fizeram a doação de vinagre para o nosso evento.

E, também as seguintes secretarias: SMMA e SEC.

 

Rio Grande, 11 de dezembro de 2018.

 

 

Michele Neves Meneses

Superintendente de Vigilância em Saúde






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