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JUL

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Projeto "Você me conhece?" conta sobre jornalista Aporely, o Barão de Itararé


A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria da Cultura (SeCult) e do Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen, está desenvolvendo o projeto “Você me conhece?”. A iniciativa está vinculada ao programa de governo “Rio Grande ComVida”, uma vez que tem como objetivo evidenciar as personalidades que colaboraram na trajetória do município do Rio Grande, assim enfatizando essas histórias que estão por traz dos nomes de praças, parques, ruas e escolas da nossa cidade. Alguns dos primeiros homenageados foram Rita Lobato, rio-grandina e primeira medica formada no Brasil, e o bibliotecário João Barbosa Coelho. Nesta semana, o projeto conta sobre o jornalista Aporely.

Aparício Fernando de Brinkerhoff Torely, também conhecido por Aporely e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé, foi um jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro.

Aporely deveria ter nascido no Rio Grande, se não fosse um pedido de Dona Maria Amélia, ao final da gravidez, de ter seu filho junto aos pais, no Uruguai. No meio do caminho, uma roda da carroça quebrou e o parto acabou acontecendo ali mesmo, próximo de Jaguarão, no dia 29 de janeiro de 1895. Segundo o professor Luiz Henrique Torres, por este motivo, “Rio Grande deixou de ser a terra natal do maior humorista brasileiro de todos os tempos”.  Ele foi batizado na cidade papareia em 23 de setembro de 1896.

Em 1925, residindo no Rio de Janeiro, iniciou seu trabalho no O Globo e em seguida virou colaborador do jornal A Manhã. No mesmo ano fundou o jornal A Manha, usando a mesma tipografia, porém sem o til, diferença essa que era reforçada pelo subtítulo “Quem não chora, não mama”.

Durante a Revolução de 1930, propagou-se pela imprensa aconteceria uma batalha em Itararé, mas antes que houvesse, uma junta governativa assumiu o poder no Rio de Janeiro e impediu o conflito. Em referência ao combate que nunca existiu, Aparício confere a si próprio o título de Barão de Itararé.

Em 1934, filiou-se ao Partido Comunista e foi eleito vereador, mas o partido foi colocado na ilegalidade em 1935. Foi candidato em 1947 a vereador do Distrito Federal, com o lema "Mais leite! Mais água! Mas menos água no leite!". Porém, em janeiro de 1948, seus vereadores foram cassados: "Um dia é da caça... os outros da cassação" anunciou A Manha.

Aporely foi encontrado morto em seu apartamento, no Rio de Janeiro, em 27 de novembro de 1971. O laudo apontou arteriosclerose, com uremia e coma diabética.

Para saber mais informações: Neves, Décio Vignoli das Neves. Vultos do Rio Grande. 2º Tomo. Caxias do Sul: Gráfica da UCS. 1987; e Torres, Luiz Henrique. O Barão de Itararé. Jornal Agora/Caderno Peixeiro/Memória & História. 27/12/2007.

Com informações da SeCult


Fotos da Notícia


  •  - Crédito: Divulgação/SeCult

    - Crédito: Divulgação/SeCult





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