Comercialização de 60 toneladas de pescado na Semana Santa é a previsão da Secretaria da Pesca

Com estimativa de venda em torno de 60 toneladas de pescado para a feira do peixe na Semana Santa, conforme previsão da Secretaria de Município da Pesca, exigências por parte da Vigilância Sanitária para a comercialização de pescados no município de Rio Grande voltam a ser apresentadas aos pescadores. A principal delas é o pedido de alvará sanitário. Os pescadores que pretendem comercializar seus produtos na próxima semana (de quarta-feira, 17, até sexta-feira, 19) devem providenciar o documento na sede da Vigilância Sanitária (Rua Almirante Barroso, 166), a partir desta quinta-feira (11). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (53) 32337361.

Os documentos necessários para tirar o alvará sanitário são: cópia da carteira de identidade e do CPF, comprovante de endereço, número de telefone, cópia de autorização da Secretaria da Pesca e o pagamento da taxa municipal de R$ 51, 15.

Para orientar pescadores que estarão vendendo o produto em cerca de 40 pontos da cidade, a Prefeitura de Rio Grande, por meio das secretarias da Pesca e da Saúde, promoveu um curso para cerca de 100 pescadores no qual foram apresentadas algumas condições para a venda de pescado na Semana Santa. O curso foi dado no CRAS do bairro Hidráulica, nesta quarta-feira (10) à tarde.

O gerente da Unidade de Vigilância Sanitária da Secretaria de Município da Saúde, Antônio César Corrêa disse, durante o curso, que as exigências são mínimas e ano a ano são recordadas aos pescadores. De acordo com ele, a venda do produto tem que ser bem feita. “Pedimos o mínimo para todos poderem vender um produto de qualidade”. Uma das exigências definidas pela Lei 23.430/74 – Lei de Saúde Pública Estadual é a de que a venda de pescado será realizada em expositor com cobertura impermeável. Outra regra para o armazenamento do produto (pescado in natura e camarão com casca) é a de que 30% do peso deve ser em gelo, distribuído em camadas.

Já os vendedores também vão estar sendo fiscalizados pela Vigilância. Entre as exigências, eles devem estar usando jaleco, boné, as mulheres precisam estar com os cabelos presos, todos devem estar com unhas cortadas e as mãos limpas (usar álcool gel). Duas regras que devem ser cobradas: não usar jornal para embrulhar o produto e a pessoa que vender não mexe com dinheiro.

Opinião

O secretário adjunto da Pesca da Prefeitura de Rio Grande, Jonatan Pereira afirmou que a Semana Santa é um evento importante para a comercialização do pescado e um complemento de renda para os pescadores. “Para o pescador, é uma forma de vender direto o seu produto”.

A comerciante Edilaine Nunes, 31 anos, possui um ponto fixo de venda de pescado no bairro São Miguel, há mais de 10 anos. Afirmou que “pescar não é só montar a banca e jogar gelo sobre o peixe”. E completa: “Existem muitas regras pois estamos trabalhando com alimentos.” O pescador Valdir Borges, 56 anos e há mais de 40 na função, acredita que “se todos fizerem o mínimo, todos vão ficar satisfeitos”.

 

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