Catedral de São Pedro

A Catedral de São Pedro é o templo mais antigo do Estado. Tombada pelo patrimônio Histórico Nacional, foi construída pelos colonizadores portugueses em 1755, em estilo Barroco. No ano de 1991, o templo passou por uma completa restauração, na qual seu reboco interno e externo, imagens, altares, instalações elétricas, sinos, soalhos e pintura em geral, foram devidamente restauradas nos mínimos detalhes.

Praça Xavier Ferreira

A praça é em estilo neoclássico. Nela se encontram o chafariz da Cia. Hidráulica Rio-Grandense, procedente da Inglaterra, a coluna comemorativa à Libertação dos Escravos, o monumento à Mãe, os arbustos em forma de animais e objetos e o monumento ao Brigadeiro José da Silva Paes, fundador da cidade. Está localizada em frente à Prefeitura.

Praça Tamandaré

É considerada a maior praça do interior do Estado do Rio Grande do Sul. Nesta praça de recantos de grande beleza, lagos e diversas pontes, o visitante poderá apreciar um chafariz em estilo inglês e várias obras de arte como a escultura do jornaleiro e a imagem de Jesus no lago, ambas do artista riograndino Érico Gobi; a escultura da mulher com o jarro e de Napoleão Bonaparte. Poderá conhecer o monumento túmulo de Bento Gonçalves, herói da Revolução Farroupilha, de autoria do escultor português Teixeira Lopes. Poderá ainda visitar o monumento a Tamandaré e o mini-zoo. Na praça Tamandaré também está localizada a Casa do Artesanato, onde são confeccionados e comercializados produtos temáticos, além de permitir a realização de treinamentos. O local pode ser considerado também um centro turístico, pois oferece produtos exclusivos da cidade (como por exemplo, miniaturas de leões-marinhos e a tradicional jurupiga), atraindo muitos visitantes.

Monumento-Túmulo a Bento Gonçalves

O monumento está localizado no interior da Praça Tamandaré. Nesta escultura fundida em bronze, Teixeira Lopes, soube imprimir a importância do General Bento Gonçalves para a história do Rio Grande do Sul.

Monumento de Silva Paes

Brigadeiro José da Silva Paes foi o fundador da Cidade do Rio Grande em 19 de fevereiro de 1737. O monumento, localizado na praça Xavier Ferreira, no centro histórico, possui uma coluna de pedra com oito metros de altura, frente da qual se vê a figura do brigadeiro em uniforme de gala. Ao seu lado, um grupo de personagens representa os construtores da nova pátria: soldados, escravos, índios e obreiros brancos em homenagem às três raças que forjaram a grandeza do Brasil.

Prédio da Alfândega

O prédio da antiga alfândega da Cidade do Rio Grande é o mais belo e vasto prédio em arquitetura neoclássica existente no município. A edificação de grande importância arquitetônica e histórica foi construída em 1804 a mando do Imperador D. Pedro II em homenagem aos gaúchos que lutaram na Guerra do Paraguai. Nas décadas de 70 e 80, o prédio passou por obras de restauro. Hoje, estão instalados em suas dependências, a Receita Federal e o Museu Histórico da Cidade do Rio Grande.

Sobrado dos Azulejos

O prédio, situado no centro histórico, é o único sobrado urbano do século XIX em estilo neoclássico e todo revestido de azulejos portugueses da região sul do país. Foi construído por Antônio Benone Martins Viana em 1862. O sobrado é caracterizado pelo o uso de azulejos na fachada um modismo brasileiro da época e muito apreciado na região norte e no litoral nordeste do Brasil. Posteriormente, o revestimento das fachadas com azulejos tornou-se moda também em Portugal.

Biblioteca Rio-Grandense

O prédio em estilo neoclássico, acolhe a mais antiga biblioteca do Estado (1846). Seu acervo possui 450 mil volumes, dentre os quais documentos referentes à Guerra do Paraguai e à história do Rio Grande do Sul, além de milhares de obras raras. É uma das mais antigas instituições culturais do Rio Grande do Sul.

Antigo Quartel General

O prédio do antigo Quartel General foi construído para abrigar o Comando de Guarnição e Fronteira do exército. Está implantado estrategicamente no centro da cidade, próximo à Casa da Câmara (atual Biblioteca Rio-Grandense), que era a sede do Governo Municipal. A construção em estilo eclético se destaca na paisagem urbana pela riqueza de sua fachada, onde podem ser vistos símbolos de armas e serviços de exércitos elaborados pelo escultor Sebastião Obino. O prédio abriga hoje a Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento.

Loja Maçônica União Constante

É a loja maçônica mais antiga do Estado. O prédio neogótico guarda relíquias, como estátuas em mármore vindas de Portugal, espelhos venezianos e peças de mobiliário antigo. A loja integra o roteiro turístico Caminho Farroupilha.
Museu Oceanográfico “Professor Eliézer de Carvalho Rios”

O Museu Oceanográfico “Prof. Eliézer de Carvalho Rios” deu origem a outros museus e centros associados da Fundação Universidade do Rio Grande, atualmente constituído pelo Museu Antártico, o Museu Náutico, o Eco-Museu da Ilha da Pólvora, o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM) e o Centro de Educação e Formação Ambiental Marinha (CEFAM).
Fundado a 8 de setembro de 1953, o Museu Oceanográfico mantém uma exposição pública sobre a vida e a dinâmica dos oceanos, apresentada em painéis, maquetes e diversos equipamentos utilizados em pesquisas oceanográficas.
Nos painéis das salas do Museu, são apresentadas várias conchas que fazem parte da coleção de moluscos, atualmente com 45.000 lotes e considerada a mais importante da
América do Sul.

Museu Antártico

O Museu Antártico foi inaugurado no dia 7 de janeiro de 1997 e sua exposição mostra um pouco da vida no continente gelado e a presença do Brasil na Antártica. Anexo ao Museu Oceanográfico, o prédio do Museu Antártico é uma reprodução das primeiras instalações da Estação Antártica “Comandante Ferraz”.
O acervo do Museu Antártico conta com diversos painéis, com textos e fotos que detalham a história da conquista daquele continente, a dinâmica dos mares e da vida no Pólo Sul e o esforço brasileiro em manter uma base em ambiente tão inóspito. Também fazem parte da exposição alguns objetos utilizados pelos brasileiros e amostras geológicas e biológicas da Antártica.

Eco-museu da Ilha da Pólvora

O Eco-Museu da Ilha da Pólvora foi inaugurado em 22 de abril de 1999. Conta com o apoio do Exército Brasileiro que conjuntamente com a Fundação Universidade Federal do Rio Grande, viabilizaram a sua criação. Possui sua exposição e os serviços de apoio aos visitantes instalados numa casa em estilo neocolonial, construída na ilha em 1856, para abrigar o paiol do exército, agora totalmente recuperado. Através deste museu, que dista 400m do Museu Oceanográfico, está consolidada uma ação ambiental no sentido de uma proteção mais eficaz do patrimônio natural e cultural da região.
A Ilha da Pólvora é uma das ilhas do estuário da Lagoa dos Patos, possuindo 42 hectares de marismas (áreas periodicamente alagadas pela maré) que servem de habitat para várias espécies de aves, roedores, larvas e juvenis de peixes, moluscos e crustáceos. As marismas da Ilha da Pólvora estão bem preservadas e por isso são utilizadas com propósitos educacionais e científicos.
No Eco-museu são desenvolvidos diversos trabalhos científicos de graduação e pós-graduação, dentre os quais, se destacam estudos sobre a vegetação, os crustáceos, as aves e os roedores. Além disso, o CEFAM (Centro de Educação e Formação Ambiental Marinha) utiliza a área da Ilha da Pólvora para realizar, periodicamente, atividades práticas de educação ambiental.
O translado até a ilha é realizado por embarcação, com saída do píer do Museu Oceanográfico.

Museu da Cidade do Rio Grande

Contém objetos relativos à história da Cidade do Rio Grande, das indústrias, comércio, pré-história e de uso pessoal, como vestuário e mobiliário pertencentes a várias famílias de Rio Grande. Também abriga exposições temporárias que atendem temas diferenciados.

Museu Sacro

Formado no início por cerca de 200 peças, na sua maioria doadas pela própria Mitra, o acervo do Museu Sacro, como é conhecido na cidade, conta hoje com aproximadamente 2,5 mil peças.
Entre as suas preciosidades destaca-se a imagem de São Francisco de Assis, do século XVIII, em madeira policromada e com estilo barroco legítimo, restaurada recentemente. Também é importante destacar a existência de vários livros de registro da Colônia de Sacramento; ostensórios, resplendores e cálices de ouro, prata e pedras preciosas; crucifixos de jacarandá; moveis de devoção remanescentes dos séculos passados; e livros sagrados, como bíblias, livros de oração e missais.

Museu Náutico

O Museu Náutico está instalado no armazém 4 do Porto Velho, junto ao Centro Histórico. Foi inaugurado no dia 9 de abril de 2003. Destaca a Cidade do Rio Grande como uma cidade histórica e marítima, além de realçar a íntima relação do município com o mar e com o estuário da Lagoa (laguna) dos Pratos.
O Museu Náutico tem por finalidade também resgatar, preservar e divulgar a cultura e o conhecimento náutico local, valorizar o trabalho humano vinculado à atividade náutica e dignificar aqueles que vivem do mar.
O acervo do museu dispõe de embarcações, equipamentos de navegação, pesca e sinalização náutica, mapas e maquetes de acordo com os modernos princípios da museologia.
São promotores do Museu Náutico a Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), o Comando do 5o Distrito Naval, a Superintendência do Porto do Rio Grande e a Fundação Cidade do Rio Grande.

Museu Naval do Rio Grande

Tem como tema a história da instalação da Capitania dos Portos e das diversas Organizações Militares da Marinha na Cidade do Rio Grande, como o Comando do 5º DN, a Estação Naval, o Grupamento de Fuzileiros Navais, o Serviço de Sinalização Náutica do Sul, o 5º Esquadrão de Helicópteros de Emprego geral, a Estação Rádio da Marinha, o Grupamento Naval do Sul e o Depósito Naval, suas atuações e envolvimentos na comunidade e região. Coloca à disposição dos visitantes a história e a ação da Marinha no extremo Sul do Brasil.

Museu do Porto

Neste museu pode ser apreciada a evolução dos equipamentos de navegação e de transporte de mercadorias ou ainda os equipamentos usados em funções paralelas às atividades do maior complexo portuário do Estado: o porto de Rio Grande.
Lá encontram-se a primeira locomotiva do DEPRC (Departamento de Portos, Rios e Canais) e o vagão-leito usado pelos técnicos e engenheiros da Compagnie Française du Port Rio Grande do Sul, para fiscalização das obras de construção dos Molhes da Barra e do porto, no início do século XX. Existem ainda fotos, mapas, jornais, cartas náuticas, livros-registro do porto, memoriais descritivos de obras e equipamentos de navegação.

Centro Municipal de Cultura “Inah Emil Martensen”

Mantém a Fototeca, Pinacoteca e o Núcleo de Arqueologia do município. A Fototeca apresenta fotografias relacionadas à memória e à história de Rio Grande. A Pinacoteca conta com obras oriundas de doações que registram particularidades da cidade, da nação brasileira e de outros países. Já o Núcleo de Arqueologia é constituído por material arqueológico encontrado na região sul, destinando-se à pesquisa nesta área e a programas de preservação e conservação de sítios históricos e pré-coloniais do município.

Museu da Comunicação Rodolfo Martensen

O Museu de Comunicação Rodolfo Martensen busca resgatar a memória da comunicação em suas diferentes vertentes. Coleções de discos, aparelhos de rádio e equipamentos de TV são alguns dos objetos do acervo. Muitas curiosidades do rádio estão documentadas em seu acervo. A coleção de aparelhos de rádio impressiona pela diversidade. São diversos modelos de diferentes épocas do século XX. Alguns inclusive em perfeito funcionamento. Toda história do rádio pode ser acompanhada através de peças significativas que estão no museu.

Ecomuseu da Picada

É um museu interativo no meio rural. Lá os visitantes podem fazer uma volta ao passado e ver como era a vida no século 19 no meio rural. Oferece passeios a cavalo, caminhadas em trilhas de matas nativas, brincadeiras em figueiras bicentenárias, entre outros atrativos. No local também são realizadas oficinas de sensibilização sobre o meio ambiente.

Memorial Sport Club Rio Grande

Criado com o objetivo de resgatar a história do mais antigo clube de futebol do País. Em seu acervo estão 1.189 fotografias do clube, em diferentes competições, e de autoridades, 267 troféus, mais documentos e correspondências recebidas de outros, as quais, pelas informações contidas, se constituem em documentos importantes da história do futebol gaúcho. O Sport Club Rio Grande foi fundado em 19 de julho de 1900.

Núcleo de Memória Engenheiro Francisco Martins Bastos, da FURG (NUME)

Resgata a memória da Fundação Universidade Federal de Rio Grande (FURG), sua construção e fundação. Tem em seu acervo fotografias, objetos de uso pessoal, documentos, jornais, projetos, relatórios, teses, publicações, mapas, quadros e placas, que contam a história da FURG desde a criação das primeiras faculdades na década de 50. Nele são realizadas exposições e pesquisas sobre a história da universidade.

Tamanho da fonte
Contraste